Reconhecer a violência é parte essencial do trabalho de prevenção. Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, realizada em parceria com o Ministério da Educação, identificou dificuldades de gestores para lidar com bullying, racismo e capacitismo no cotidiano escolar.
Segundo divulgação da FCC de 13 de maio de 2026, o levantamento envolveu 105 instituições de dez estados. Entre os gestores participantes, 71,7% relataram dificuldades relacionadas a esses temas. O percentual deve ser compreendido dentro da pesquisa, sem ser automaticamente atribuído a todas as escolas brasileiras.
Um dos problemas destacados foi a tendência de tratar agressões como brincadeiras. Outro foi o uso amplo da palavra bullying, que pode esconder manifestações específicas de discriminação e dificultar uma resposta adequada.
Os resultados contribuíram para um guia voltado à construção de um clima escolar positivo. A discussão aponta para uma tarefa concreta: observar como os conflitos são reconhecidos, registrados e encaminhados.
Para equipes gestoras, nomear corretamente o problema ajuda a planejar a intervenção. Ouvir estudantes, examinar práticas e apoiar os profissionais são caminhos para transformar a convivência em uma responsabilidade compartilhada.
