A circulação de imagens manipuladas por inteligência artificial acrescenta novos desafios à convivência escolar. Uma reportagem da Associated Press, resumida pela PBS em janeiro de 2026, mostrou dificuldades de resposta a um episódio ocorrido em uma escola dos Estados Unidos, envolvendo imagens íntimas falsas atribuídas a estudantes.
O caso é estrangeiro e não permite estimar a frequência desse problema no Brasil. Sua relevância está em provocar uma discussão sobre preparação institucional, escuta e proteção da identidade de crianças e adolescentes.
Em outubro de 2026, uma nota técnica da UNESCO também tratou da violência facilitada por tecnologia, com orientações sobre proteção dos estudantes, formação de profissionais e responsabilidades compartilhadas entre sistemas educacionais e plataformas.
Três perguntas podem orientar a reflexão da comunidade escolar: os estudantes sabem a quem recorrer? Os adultos conhecem os procedimentos de acolhimento? As orientações deixam claro que conteúdos ofensivos não devem ser redistribuídos?
Abordar o tema não exige mostrar exemplos explícitos. Materiais educativos podem trabalhar consentimento, respeito e busca de ajuda com situações fictícias e adequadas à idade, mantendo o foco na proteção.
