Uma resposta consistente ao bullying depende de mais do que ações isoladas. Documento de trabalho publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em fevereiro de 2026, reúne evidências sobre a presença do problema, seus impactos e as estratégias adotadas por diferentes países.
O estudo utiliza dados do PISA de 2015 a 2022. Portanto, sua publicação recente não significa que todos os indicadores descrevam a realidade de 2026. A análise trata de contextos internacionais, que também não devem ser apresentados como retrato exclusivo do Brasil.
Entre as orientações discutidas estão a formação das equipes escolares, a combinação de prevenção para todos com apoio direcionado a quem precisa e o acompanhamento regular dos resultados. O documento também destaca a importância de avaliar o impacto das intervenções.
Para escolas brasileiras, uma possibilidade de aplicação é revisar como essas dimensões aparecem no planejamento institucional. Quem recebe um relato? Como a equipe acompanha a situação? Quando o apoio especializado deve ser mobilizado?
Responder a essas questões ajuda a transformar a prevenção em uma rotina de trabalho. As escolhas precisam considerar a realidade local, os recursos disponíveis e a participação da comunidade escolar.
