A convivência escolar exige atenção contínua. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgados em março de 2026, mostram que 39,8% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos relataram ter sofrido bullying. Entre os participantes, 27,2% informaram humilhações ocorridas duas ou mais vezes.
Os resultados se referem a informações coletadas em 2024, e não a episódios registrados em 2026. Segundo a reportagem da Agência Brasil, a comparação com 2019 indica crescimento da repetição de determinadas agressões. Já o indicador de bullying virtual passou de 13,2% para 12,7%, o que impede concluir que todas as formas de violência aumentaram.
Para a comunidade escolar, o levantamento oferece um ponto de partida para revisar práticas de prevenção e acolhimento. Uma proposta é observar não apenas quantos relatos chegam à equipe, mas também se a violência se repete e se os encaminhamentos produzem proteção efetiva.
Escutar estudantes, registrar informações com acesso restrito e acompanhar os envolvidos são frentes que podem integrar esse trabalho. A discussão precisa alcançar professores, gestores e famílias, preservando a identidade de quem relata uma situação.
